Eletiva “Sobrevivendo no Inferno” – Bate-papo com Eliane Dias e Edi Rock na Alesp

Na última quinta-feira antes das férias, os alunos da eletiva tiveram uma singular oportunidade: participar de um bate-papo na Assembleia Legislativa de São Paulo com um dos integrantes do Racionais Mc’s, o vocalista e compositor Edi Rock, e com a empresária e esposa de Mano Brown, Eliane Dias. O evento foi promovido pelo deputado Carlos Giannazi e contou com a participação do vereador Celso Giannazi e do poeta e professor Márcio Vidal.

Com certeza foi uma experiência ímpar aos alunos, não só por visitar a Alesp , mas também porque puderam trocar umas palavrinhas com o deputado. Não bastasse tudo isso, foi uma instigante vivência uma vez que a tônica da conversa com os representantes do Racionais versava sobre a exclusão social das classes sociais menos favorecidas formada principalmente por negros – o que em certa medida contrasta com a realidade da maioria dos alunos do CSA.

No entanto, tal choque de realidade pode ser visto como uma imersão no próprio álbum Sobrevivendo no inferno. Além disso, os alunos puderam ver e ouvir Edi Rock esclarecendo dúvidas e também cantando! Assim fechamos a eletiva com chave de ouro!

Professor Paulo Roberto Laubé

 

Voz do aluno

“São Paulo, dia 26 de junho de 2019, 8h da manhã, o professor me explica o porquê de me entregar uma circular: Edi Rock e Eliane Dias conversarão sobre o álbum Sobrevivendo no Inferno do Racionais MC’s, um evento público situado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Evento inédito e importante para a história e para a discussão dos temas apresentados no álbum.

Álbum que foi estudado por nós durante cinco meses, não apenas estudado como estudado tipo um livro do Machado de Assis. Uma análise literária com explicação de arco narrativo, mensagens dos autores e intencionalidade de cada arranjo além de todas as contextualizações gerais necessárias. O pretexto desse estudo sendo a inclusão do álbum que virou livro na lista de leituras obrigatórias pra o vestibular da Unicamp a partir de 2020.

O grupo formado por quatro alunos e um professor então no dia 27 de junho de 2019, uma e meia da tarde, vai em direção a ALESP ansioso pelo encontro com pessoas tão importantes para o debate racial no Brasil, reflexão sobre o sistema carcerário, pobreza e marginalização de indivíduos na sociedade brasileira e que passados 22 anos ainda se mostra muito atual.

Chegar lá não foi desafio além da declividade natural de São Paulo, o auditório lotado por uma das únicas vezes na minha vida com mais gente preta que branca foi definitivamente um choque, um choque positivo, por mais idiota que soe ver pessoas dominando espaços nos quais elas já deveriam estar enche de alegria o coração de uma pessoa que faz parte de outros grupos marginalizados.

As palavras na hora das perguntas e respostas arrepiaram todos os pelos do corpo de qualquer um que tivesse o mínimo de empatia e ver ao final o rosto de todos cantando como um coral as músicas que os representam e representam sua história é mais que tocante. No mais, uma experiência mais que gratificante e importante pessoalmente e para o grupo dos que não querem ser mais um num mundo cheio de preconceitos e idiotices.”

Laura Bueno, 3ªB

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