Comemoração Cívica – Independência do Brasil

No sábado, dia 07 de setembro, foi comemorado os 197 anos da declaração da independência por Dom Pedro (filho do Rei de Portugal) às margens do rio Ipiranga, aqui em São Paulo. Esse riacho ainda existe, no bairro do Ipiranga, que era um descampado em 1822. Predominavam aqui os elementos naturais, como a vegetação de mata atlântica. Hoje, tanto o bairro como a cidade estão bem diferentes, quase não se vê a vegetação… A exploração dos recursos, nesse caso para uso da madeira, foi transformando a paisagem.

Nossa história é muito caracterizada pela exploração e é claro que, em todos os países do mundo, a exploração da natureza foi necessária para o desenvolvimento urbano-industrial, mas no caso do Brasil serviu, e ainda serve, para enriquecimento de outros países, de outras nações. Nos tornamos independentes, inclusive, sem mudar “de dono”.

Partindo disso, podemos pensar: somos independes? Pedro Américo, quando ilustrou o 07 de setembro na obra “Independência ou Morte”, representou Dom Pedro no centro, à cavalo, com roupas cívicas. Mas onde estão as pessoas, os brasileiros no quadro? Estavam lá, os camponeses, no canto da pintura, como observadores. Será que a população, a nação brasileira, não participou ativamente do grito de independência?

Pensar sobre o grito de Dom Pedro e a declaração da independência é pensar sobre a nação brasileira. O que nos une? O que nos faz uma nação? Nossa cultura, nossa música, os povos nativos e os povos tradicionais, nosso patrimônio natural. Se amamos o Brasil, devemos participar ativamente do nosso constante processo de independência, buscando desenvolver nossa própria tecnologia, respeitando os povos nativos, a cultura nacional, a natureza, a floresta e tudo aquilo que nos caracteriza como nação.

 

 

 

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