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Visita ao antigo DEOPS de São Paulo – 2ª Série – Ensino Médio

Num trabalho conjunto entre as disciplinas de Sociologia e Filosofia, no dia 31/05 visitamos o antigo DEOPS de São Paulo (atual Memorial da Resistência) para ilustrar o que já havia sido estudado em sala de aula.

Por dias, vínhamos estudando sobre modelos políticos autoritários; outro exemplo usado em sala de aula foi o filme “V de Vingança”, porém, a visita ao memorial trouxe algo mais próximo da nossa realidade.

O antigo DEOPS-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) foi um departamento construído em 1924 e usado durante a Ditadura Militar. Nos andares de cima do edifício ficavam os escritórios, a parte de baixo funcionava como cárcere de presos políticos e, por meio de torturas e humilhações, tentava-se extrair nomes de pessoas que se opunham ao modelo militar.

Assim que o regime acabou, tudo foi lixado, limpado e modificado para ocultar as provas. Em 2005, neste local, foi inaugurado o Memorial da Resistência, com a participação ativa depoimentos e realatos de ex-encarcerados políticos.

Durante a visita ao memorial compreendemos um pouco mais o que as pessoas que eram presas na época sentiam; as celas eram pequenas para o número de pessoas que permaneciam nelas, além de serem quentes e úmidas. Em cada cela havia um pequeno espaço com vaso sanitário acoplado ao chão e uma pequena pia para higiene pessoal. [sws_picture_frame4 src=”https://www.csa.osa.org.br/wp-content/uploads/2012/06/DSC08782.jpg” title=”” alt=”” align=”sws_frame_right” lightbox=”1″ album=”album” video=””] [/sws_picture_frame4] Vimos também o espaço onde os presos tomavam banho de sol, um pequeno e estreito corredor vigiado por sentinelas armados. Também foi possível ouvir uma gravação de relatos feita pelas pessoas que ali se mantinham. Relatos tristes e sofridos misturam-se a relatos de resistência e esperança.

Não é possível compreender totalmente o que aconteceu se você não “sentir”, ir ao museu e observar, relacionando com o que foi dito em sala. As histórias são impressionantes e deixa em quem ouve um sentimento de indignação.

Jéssica Dias Alexiou e Marco Antonio Bruscato Fassina
(2a. Série do EM)

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