Dicas de Leitura

Ruth Rocha e Otávio Roth lista “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz”

“Coisinhas à toa que deixam a gente feliz”. Pense rápido: você consegue dizer quais são as suas? No mais novo livro da consagrada autora para a infância Ruth Rocha, 86, tem algumas pistas: ter alguém para abraçar, acordar com cafuné, começar um caderno novo, ter um vaga-lume aceso na mão. São tantas “coisinhas” que tiveram de ser reunidas em quatro livros.

Tudo começou, na verdade, na década de 90, quando o artista plástico e escritor Otávio Roth, com quem Ruth Rocha já lançou diversos livros, teve a ideia inicial de agrupar tudo aquilo que faz a vida mais feliz. Então, ele criou dois livros, chamados “Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz” e “Outras duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz”.

Agora, mais de vinte anos depois dessa primeira série, a autora encontrou os livros de Otávio – nos quais assina o prefácio – e resolveu propor uma nova leva de livros, como uma homenagem ao parceiro de trabalho e ao projeto. O resultado é a coleção “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz” (editora Salamandra), composto por quatro volumes (dois inéditos, de autoria de Ruth Rocha) que reúnem o melhor dos pequenos prazeres da vida.

Conto – Poesia

Uma longa caminhada até a água

SUE PARK, Linda – Editora WMF Martins Fontes

O livro narra duas histórias, em diferentes épocas, de dois jovens nascidos no Sudão, Salva Dut um menino que passou sua infância fugindo da guerra, na década de 1980, e que consegue se refugiar nos Estados Unidos; e Nya, uma menina que em 2008 ainda precisa caminhar horas e horas todos os dias até a lagoa para buscar água para sua família.

Com uma mensagem de esperança- que até mesmo num país cheio de problemas, sobreviventes determinados podem encontrar o futuro pelo qual anseiam.

Guerra – Sudão – Crianças – Água (Escassez)

Guerra civil

MOORE, Stuart – Editora Novo Século

A épica história que provoca a separação do Universo Marvel. Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo.

Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei.

Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a ‘Guerra Civil’.

Romance – Ficção – Adaptação quadrinhos Marvel

Preconceito linguístico: o que é, como se faz

BAGNO, Marcos – Edições Loyola

O preconceito, seja ele de que natureza for, é uma crença pessoal, uma postura individual diante do outro. Qualquer pessoa pode achar que um modo de falar é mais bonito, mais feio, mais elegante, mais rude do que outro.

No entanto, quando essa postura se transforma em atitude, ela se torna discriminação e esta tem de ser alvo de denúncia e de combate. No caso da língua, é imprescindível que toda cidadã e todo cidadão que frequenta a escola (pública ou privada) receba uma educação linguística crítica e bem informada, na qual se mostre que todos os seres humanos são dotados das mesmíssimas capacidades cognitivas e que todas as línguas e variedades linguísticas são instrumentos perfeitos para dar conta de expressar e construir a experiência humana neste mundo.

Linguística – Língua – Português – Preconceito

Meu amigo está triste

WILLEMS, Mo – Editora Cia. das Letrinhas

O elefante Geraldo está muito triste. A Porquinha não sabe o porquê, mas resolve fazer alguma coisa para ajudá-lo. Quem sabe arrumar uma fantasia bem divertida com os personagens que seu melhor amigo mais gosta não ajudaria? Ela tenta um robô, um palhaço, um caubói… e nada.

Quando a Porquinha não sabe mais o que inventar, algo inesperado acontece. A solução para a tristeza de Geraldo vai fazer até os elefantes mais pessimistas sorrirem.

Conto – Comportamento – Amizade

Os óculos mágicos de Charlotte!

SUPPA – Coleção Ideia de Charlotte – Editora Callis

Charlotte perdeu um dente de leite e o colocou embaixo do travesseiro para a fada dos dentes. No dia seguinte, em vez de dinheiro, havia um par de óculos, mas, esperem, não eram óculos normais, eles eram mágicos e mostravam para

Charlotte a solução para vários problemas que a incomodavam. “Os óculos mágicos de Charlotte!” É uma história que mostra o poder transformador das pequenas atitudes no nosso dia a dia.

Conto – Comportamento – Atitude

Roupa de brincar

ROCHA, Eliandro – Editora Pulo do Gato

Para a menina, a pessoa mais divertida do mundo era a tia e o melhor lugar para ficar era o guarda-roupa dela, onde passava horas brincando com as roupas diferentes que encontrava.

Um dia, ao chegar na casa da tia, percebe tudo mudado: a tia está triste, suas roupas não têm nenhuma graça e seu guarda-roupa está quase vazio. Como fazer para a alegria voltar e com ela as roupas de brincar?

Conto – Ficção – Alegrias e Tristezas

A história de Iqbal

D’ADAMO, Francesco – Edições WMF Martins Fontes

Romance baseado na história verídica de Iqbal Mashir, menino paquistanês que enfrentou a “máfia do tapete”, denunciando a exploração do trabalho escravo infantil em seu país.

Na miséria, sua família o “trocou”, aos 4 anos, por um empréstimo de 26 dólares, e Iqbal passou a viver e trabalhar de maneira desumana, junto com outras crianças, numa fábrica de tapetes.

Corajoso e determinado, Iqbal se rebelou, fugiu e, depois de muito sofrimento e luta, conseguiu denunciar seu patrão às autoridades, contribuindo com a libertação de centenas de outras crianças que se encontravam na mesma condição.

Romance – Trabalho infantil

Meu mundo de cabeça para baixo

FURNISS, Clare – Editora WMF Martins Fontes

Lidar com o luto de alguém próximo é difícil para qualquer pessoa, principalmente se continuamos a receber visitas da pessoa falecida. Durante um ano inteiro após a morte de sua mãe, Pearl passa por momentos confusos e situações reveladoras.

Os capítulos do livro são divididos pelos meses do ano mais difícil de sua vida. Sua história é narrada com o humor peculiar de uma jovem em fase de amadurecimento após essa enorme perda. Além de tudo, o recém-nascido a faz lembrar o tempo inteiro que sua mãe já não está ao seu lado.

Romance – Perdas – Descobertas – Sentimentos

Fuga para Xangai

KACER, Kathy – Editora Callis

Lily e sua família chegam a Xangai em 1938, fugindo da perseguição nazista em Viena. Em seu novo lar, eles terão que se adaptar a uma vida muito dura, em que fome, miséria, doenças e perseguições estão a toda parte.

As coisas ficam ainda piores quando os japoneses obrigam os refugiados judeus a se mudarem para o gueto de hongkew. Mas lily e sua família encaram todos os desafios com muita coragem, acreditam sempre que, se eles se mantiverem unidos, tudo ficará bem.

Ficção – Segunda guerra mundial – Holocausto judeu (1939-1945) – Crianças judias

Manoel de Barros: memórias inventadas

BARROS, Manoel de – Editora Planeta

O poeta Manoel de Barros um dia pensou em publicar três livros. Um que tratasse da infância, outro da mocidade e mais um sobre a velhice.

Depois que escreveu os primeiros poemas e os publicou, no entanto, percebeu que não seria capaz de tratar dos outros dois assuntos.

E ele explicou a razão com palavras muito simples e poéticas, como é seu costume.

Disse: “Eu só tive infância”…

O estilo único do poeta se completa com as iluminuras de Martha Barros, sua filha e pintora. O resultado é um livro que se lê e relê sempre com prazer e encantamento.

Poesia – Memórias

Solange Braga – Bibliotecária

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